Por vinte e três anos, neste vale púrpura,
Fui acordar o meu destino.
Antes, jovem e enérgico da doçura,
Meu corpo se fechará como um espinho.
Em suaves gestos de paz e normalidade,
Sob os meus pés se esfriarão
Vinte e três anos de barulho e fatalidade,
Vinte e três anos de silêncio e razão.
Bendita és pelo sonho doado!
Pelo mal que perdestes do nada!
Pelo ódio que nasceu do lado errado!
Pelos momentos passados com luxúria!
Pela alegria de saber o que serei!
Pela escuridão de entender o que fui!
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Alguém independente
Não sou alguém independente.
Independente são as minhas ideias
E minhas ideias são todas sentimentos.
Faço com as mãos e com o tato
E com os olhos e o olfato
O melhor de um abraço.
Ver uma rosa é cheirar e gozar
E amar um anjo é conhecer-lhe na dor.
São em dias de muito frio
Que me sinto satisfeito de tocá-la.
Beijo-lhe sob os lençóis vermelhos
E abro meus olhos inchados
Do choro desperto da realidade
De uma ilusão e uma mentira.
Independente são as minhas ideias
E minhas ideias são todas sentimentos.
Faço com as mãos e com o tato
E com os olhos e o olfato
O melhor de um abraço.
Ver uma rosa é cheirar e gozar
E amar um anjo é conhecer-lhe na dor.
São em dias de muito frio
Que me sinto satisfeito de tocá-la.
Beijo-lhe sob os lençóis vermelhos
E abro meus olhos inchados
Do choro desperto da realidade
De uma ilusão e uma mentira.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Da admiração
Existiram braços que afogaram epístolas
E quiseram caminhar
Sobre o chão e seu órgão finito.
Existiram momentos
Em que o continente se descobriu fluído
E escorreu pelas veias.
Pela terra...
Uma rosa sorria.
E quiseram caminhar
Sobre o chão e seu órgão finito.
Existiram momentos
Em que o continente se descobriu fluído
E escorreu pelas veias.
Pela terra...
Uma rosa sorria.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Na cama
Aqui onde termina o ruído
Sou eu,
Uma repulsa, uma retração
Como deseja o áspero vazio
Que expulsa a eternidade impura de pesadelos
Na alegre, muito alegre ausência de pés sem raízes,
Negros e profundos como o prazer,
Negros e profundos como o próprio olhar.
Sou eu,
Uma repulsa, uma retração
Como deseja o áspero vazio
Que expulsa a eternidade impura de pesadelos
Na alegre, muito alegre ausência de pés sem raízes,
Negros e profundos como o prazer,
Negros e profundos como o próprio olhar.
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